Professor universitário mata a mãe atropelada na BR-316, em Alagoas


Fábio Rotilli é professor de Filosofia da Ufal em Arapiraca  (Crédito: Reprodução/Facebook)

Fábio Augusto confessou o crime e disse que toma remédios controlados.
Ele contou ter passado o veículo por cima do corpo da mãe diversas vezes.

O professor universitário Fábio Augusto Antea Rotilli, de 33 anos, foi preso em flagrante na noite desta quarta-feira (18), suspeito de matar a mãe atropelada na BR-316, próximo ao município de Satuba, região da Grande Maceió. 


De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que registrou a ocorrência, o homem, que toma remédio controlado, passou diversas vezes o veículo, um New Beetle preto, por cima do corpo da senhora de 60 anos após um desentendimento. Ele confessou ter cometido o homicídio.

Ainda segundo a PRF, o professor é lotado no Campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) de Arapiraca, de onde vinha junto com a mãe, identificada como Alda Marina,  e uma amiga dela.

De acordo com a polícia, ele contou que a relação com a mãe já vinha conturbada. “Durante a viagem, eles tiveram um desentendimento. Ele disse que, se não fizesse isso, ia se matar porque a mãe queria mantê-lo internado”, disse um dos agentes à reportagem do G1. Há suspeitas de que Rotilli esteja em estado de surto.

Testemunhas contaram que a senhora desceu do carro e, enquanto passava pela frente, o professor arrancou com o veículo e a porta, que estava aberta, bateu nela. “O homem disse que estava vindo no banco do carona e ia assumir a direção. Enquanto a senhora saiu para passar para o banco do carona, ele acelerou e ela caiu na frente do veículo com o impacto da porta. Ele aproveitou a queda e passou diversas vezes por cima do corpo num acesso de fúria”, disse um policial.

Alda Marina morava no Paraná e teria vindo a Maceió para visitar o filho e ajudar a viabilizar, junto à Ufal, a licença dele para tratamento psicológico. O agente contou ainda que a viagem a Arapiraca teria sido feita por eles para que um atestado médico do professor fosse entregue na universidade.


Rotilli foi preso após testemunhas que presenciaram o crime terem entrado em contato com a Polícia Rodoviária Federal. Os agentes fizeram buscas e conseguiram abordar o suspeito. Ele foi levado, junto com a amiga da mãe, para a Central de Flagrantes, localizada no bairro do Farol.
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